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O impulso: três regras e o preço em que a contagem está morta

As regras são só três, e cada uma dá um número concreto. É o único lugar de toda a análise de ondas em que uma afirmação pode ser refutada — e por isso o único sobre o qual vale construir uma operação.

Um impulso são cinco ondas no sentido do movimento principal: três a favor (1, 3, 5) e duas contra (2, 4). Tudo o que você ouvir sobre proporções, extensões e a «personalidade» de cada onda são recomendações. Regras que não podem ser quebradas há exatamente três, e é nelas que vale se segurar.

As três regras

  • A segunda onda não passa do início da primeira. Se passou, aquilo não era a primeira onda: a contagem está morta.
  • A terceira onda não é a mais curta das três que vão a favor. Ela pode não ser a mais longa, mas não a mais curta.
  • A quarta onda não entra no território da primeira, ou seja, não sobrepõe o fim dela. A única exceção é a diagonal, e falamos dela mais abaixo.
Exemplo com números

Um impulso inteiro, em números

Primeira onda: de 1 480 a 1 720, comprimento 240. Segunda: repique até 1 560 — o início da primeira em 1 480 não foi tocado, regra cumprida. Terceira: até 2 140, comprimento 580. Quarta: repique até 1 940 — o fim da primeira onda em 1 720 não foi sobreposto, regra cumprida. Quinta: até 2 260, comprimento 320. Conferimos a segunda regra: 240, 580, 320 — a terceira é a mais longa, então com certeza não é a mais curta. A contagem é legítima pelas três.

Onde está aqui a sua operação

Cada regra vira um preço, e é nisso que está todo o sentido. Enquanto você achar que vai a segunda onda, a sua contagem está morta abaixo de 1 480: é ali que fica o stop, não «mais ou menos abaixo do repique» e sim exatamente no preço de invalidação. Enquanto vai a quarta, a contagem está morta abaixo de 1 720. Repare na ordem: o preço de invalidação é conhecido ANTES da entrada e não depende de como você vai querer olhar o gráfico amanhã. Uma contagem sem esse preço é um relato, não uma operação.

Erro típico

Salvar a contagem com a palavra «diagonal»

A quarta entrou no território da primeira: pela terceira regra a contagem está morta. E então lembram da diagonal, uma variedade especial de impulso em que a sobreposição é admissível. Às vezes é verdade. Mas se a diagonal é lembrada TODA vez que a regra é quebrada, você não achou uma exceção — você anulou a regra. A ordem honesta é esta: você a conta como diagonal só se decidiu isso ANTES da quebra, pelos sinais próprios dela, e não depois, para salvar a contagem.

Erro típico

Marcar na escala errada

Cinco ondas aparecem em quase qualquer trecho se você aproximar o suficiente. Dentro de cada onda há outras cinco, e dentro delas mais outras. Daí a desgraça típica do iniciante: ele marca o ruído de cinco minutos como um impulso de escala diária e obtém um preço de invalidação a dois pontos da entrada. A regra é simples: a escala da contagem é aquela em que você segura a posição, e a onda primeira nela deve ter pelo menos algumas amplitudes diárias de comprimento, e não uma vela.

A extensão é recomendação, não regra

Uma das três ondas a favor costuma ser bem mais longa que as outras duas; o mais frequente é ser a terceira. A palavra «costuma» aqui é real: também se estendem a primeira e a quinta. A utilidade da recomendação é exatamente essa: se a terceira já saiu a mais longa, não convém esperar da quinta uma caminhada igual. Preço de invalidação ela não dá, e de stop não pode servir.

A contagem fica cômoda direto no gráfico: com linhas se marcam os fins de onda e com uma horizontal o preço de invalidação. Ela fica no lugar ao trocar de escala, e isso importa mais do que parece: uma contagem que se desfaz ao mudar de tempo gráfico não se desfaz por culpa da ferramenta.

Gráfico e marcação
Exercício

Quinze impulsos e quantos sobreviveram

No bar replay marque quinze movimentos como impulsos, anotando a cada vez o número da onda atual e o preço de invalidação pelas regras. Avance e conte três números: quantas contagens chegaram à quinta onda, quantas morreram pelo preço de invalidação, e quantas vezes você teve vontade de recontar em vez de reconhecer a morte. O terceiro número é o mais importante, e normalmente é maior que o primeiro.

Teste-se

A segunda onda desceu bem até o início da primeira, mas não abaixo. A contagem está viva?

Pela letra da regra, sim: a regra diz «não passa do início», e não «não toca». Na prática é a pior situação possível: o preço de invalidação está a zero do preço atual, ou seja, não há lugar para o stop. A conclusão sensata não é «a contagem está viva» e sim «aqui não há operação». A legalidade formal da contagem e a aptidão dela para operar são coisas diferentes, e a segunda importa mais.

Teste-se

Por que a terceira regra é quebrada com mais frequência que as outras duas?

Porque ela é a única que trata da SOBREPOSIÇÃO de duas ondas distantes, e não vizinhas. Entre a primeira e a quarta há duas ondas e normalmente semanas de tempo, durante as quais a contagem ganha confiança. Quando a sobreposição enfim acontece, já dá pena desistir — e aparece a diagonal. Conclusão prática: vale marcar o preço do fim da primeira onda com uma horizontal logo de cara, para a quebra ser vista como fato e não como motivo de discussão.